Sobre o Estudo

Raio-X da Hotelaria Brasileira - As Redes Hoteleiras do Brasil - Volume 4

A Evolução - Edição Histórica

Consolidado no Brasil e no exterior como uma das mais completas referências para o mapeamento do universo das redes hoteleiras presentes no país, e ao mesmo tempo mostrar o seu forte desempenho no incremento da hotelaria nacional, o estudo Raio-X da Hotelaria Brasileira - As Redes Hoteleiras do Brasil, depois de 10 anos, deve chegar ao mercado com sua edição nº 4, em janeiro de 2019.

Em sua IV edição, as autoras Eny Amazonas Bojar e Lilian Goldner, abraçam o desafio de comparar os principais números das três edições anteriores do Raio-X da Hotelaria Brasileira, entre 2003 e 2006, evoluindo ao cenário atual. As novas tendências na hotelaria brasileira, a influência da internet, da tecnologia e da globalização nas redes em atuação no Brasil, serão objeto de investigação.

Raio-X ganha novo design e formato

  • O que há de mais moderno em aplicação multimídia.
  •  Maior funcionalidade e fácil consulta
  •  Navegação avançada com menus e sub-menus animados.
  •  Interfaces com design arrojado.
  •  Inserção de vários formatos de mídia: logomarcas, fotos, ilustrações, dados, textos, áudios e vídeos digitais.
  •  Sistema de pesquisa avançada por campo e dados com até três referências cruzadas variáveis (por exemplo, pesquisar por rede + classificação + cidade).
  •  Acesso online com senha personalizada para o representante escolhido por cada Rede. Este representante terá a missão de preencher em detalhes todo o histórico e detalhes pertinentes às suas marcas e empreendimentos, assim como as expectativas futuras sobre novos lançamentos. Imagens e logos ganharão espaço privilegiado, para tornar a apresentação ainda mais convidativa.
  • Todas as Redes existentes no país poderão participar gratuitamente, e assim poderão inserir sua marca neste verdadeiro censo das Redes Hoteleiras presentes no país. E todas terão igual espaço e tratamento. Caberá ao representante da Rede aproveitar o espaço da forma mais otimizada possível.

Verdadeiro Censo das Redes Hoteleiras com Presença Editorial de Impacto Visual

  • Versão Online.
  • A partir desta 4ª edição, o estudo está inserido no portal www.raioxredeshoteleiras.com.br em versão responsiva
  • O Site contará com um sistema onde o próprio cliente (Rede ou Administradora) poderá incluir o seu conteúdo (informações, fotos e logos).
  • O projeto Raio-X foi desenvolvido em linguagem de programação PHP com base de dados em MySQL, e possui um sistema para gerenciamento do conteúdo de redes, bandeiras e empreendimentos do estudo, além das estatísticas finais.

Material de Alto Nível de Conteúdo e Apresentação

  • Levantamento de informações sobre todas as redes e administradoras hoteleiras nacionais e internacionais em atividade no Brasil
  • Ranking Geral (Hotéis, Flats, Condo-Hotéis), considerando o número total de apartamentos e o número de empreendimentos em operação.
  • Ranking das maiores Redes e Administradoras.
  • Mapeamento dos empreendimentos por Cidades e Estados.
  • Mapeamento dos empreendimentos por cidade e por classificação (Super Luxo, Luxo, Upscale, Midscale, Econômico e Supereconômico).
  • Identificação das Marcas (bandeiras) nacionais e internacionais presentes no Brasil, com histórico, públicos a que se destinam e posição no mundo.
  • Fichas técnicas completas sobre todos os empreendimentos em operação, infraestrutura em lazer, negócios e eventos.
  • Dados sobre acessibilidade, sustentabilidade, certificações, etc.
  • Dados sobre infraestrutura tecnológica nos empreendimentos.
  • Dados sobre conectividade nos empreendimentos.
  • Futuros empreendimentos confirmados, com projetos já em andamento e já aprovados.
  • Além dos dados técnicos pesquisados usualmente, serão incorporados ao estudo, dados econômicos e informações sobre gestão hoteleira.
  • Implementação de tabelas de dados segmentados com cálculos de somatórios e porcentagens.
  • Completa análise do Setor, que levará ao mercado conclusões surpreendentes em termos de números, novos conceitos, marcas e lideranças em diferentes rankings.

Nesta edição o Estudo trará mais uma vez, as novidades anunciadas pelos novos grupos estrangeiros que estão aportando no país, e também apresentará informações atualizadas sobre todas as redes e seus respectivos empreendimentos em operação e futuros.

O estudo é assinado pela jornalista Eny Amazonas  O suporte de pesquisas envolve diversos jornalistas, enquanto nas análises dos dados, rankings e conclusões, o estudo é respaldado por consultores especialistas em diferentes áreas. A expectativa das autoras é que esta edição histórica surpreenda não apenas pela qualidade das informações, mas também pelos números das redes, que de acordo com estimativas já supera a última edição, quando foram analisadas estatísticas sobre:
• 169 redes nacionais e internacionais (Edição III- 2006)
• 116.827 apartamentos
• Expectativa para a IV Edição: Serão analisadas mais de 180 Redes.

É importante ressaltar que as Redes que participaram das edições anteriores, terão à sua disposição todo o conteúdo da última edição, para facilitar a atualização do conteúdo desta nova edição.

O novo sistema, que foi ilustrado acima com informações da AccorHotels (com dados referentes ao estudo III), permitirá que as redes presentes na última edição, recebam login e senha individualizadas, para incluir e atualizar com facilidade as suas informações.

Contatos com Redação e Departamento Comercial
Para Redes e Administradoras que não participaram da Série de Estudos, mas gostariam de fazer parte da 4º edição, basta entrar em contato pelo Whatsapp +55 (11) 998116558 (Op. Vivo) ou pelo e-mail: jornalistaeny@raioxturismo.com.br.

Estatísticas do Volume IV

170
Redes
221
Bandeiras
1582
Empreendimentos em Operação
105
Futuros Empreendimentos

Outras Edições

Conclusões Volume I

Quem são as maiores redes hoteleiras do país?



Números Atuais
Considerando um universo de 107 redes nacionais e internacionais de hotéis e flats existentes no Brasil, que foram objeto do estudo desenvolvido pela jornalista Eny Amazonas e pela engenheira, Lílian Goldner, sócias da Amazonas &  Goldner Consultoras Associados, o Projeto Raio X da Hotelaria Brasileira, edição nº 1, revela  a existência de 88.889 apartamentos. Os hotéis respondem por um número de 70.260 apartamentos e os flats respondem por 18.629 apartamentos. Segundo o estudo , atualmente  estas redes disponibilizam  689 empreendimentos em operação, sendo que 467 são hotéis e 222 são flats.As informações para o estudo foram fornecidas pelas redes enfocadas e foram atualizadas até o dia 10 de abril
No estudo , as projeções  para o ano 2005 contabilizam 886 empreendimentos em operação, sendo 625 hotéis e 261 flats, e na soma final o número total de  apartamentos será 121.781, sendo 98.140 originado dos hotéis  e 23.641 dos  flats. A jornalista Eny Amazonas, observa, entretanto, que  algumas redes optaram por não disponibilizar informações sobre os seus planos de  futuros investimentos, e portanto, a qualquer momento novos empreendimentos podem ser anunciados ao mercado  e alterar as projeções deste estudo

 

“ A diferença no número total de empreendimentos (hotéis/flats)  de 2003 para 2005 é de 197 novos empreendimentos, o que representa um crescimento da ordem de 28,59%.” analisa Eny Amazonas, lembrando que o CD  trás a relação e ficha técnica de todos os empreendimentos em operação e dos futuros lançamentos.

A maior rede hoteleira: O Grupo Accor



Detentor de 16,89% do total das unidades habitacionais disponibilizadas neste estudo, bem como do maior número de hotéis e flats contabilizados, que corresponde a 108 empreendimentos e 15.016 apartamentos, o grupo francês Accor Hotels é o primeiro colocado e líder absoluto no Brasil no ranking das redes hoteleiras, apresentando larga margem de vantagem com relação às demais redes. Sua participação no total de empreendimentos é maior que a 2a, 3a e 4a colocadas somadas. “A rede é a maior tanto em número de hotéis quanto em número de flats”, contabiliza a engenheira Lílian Goldner

Posição em Março/2003:
- 1o lugar: Accor -  16,89%
- 2o, 3o e 4o lugares: Sol Meliá, Blue Tree e Atlantica - 16,52%

Em 2005 , a Accor permanece na liderança, mas haverá  mudanças entre as 2ª, 3º e 4 º posições.

 


As 10 Maiores Redes em Operação (Março/2003)*

 

1o

Accor

6o

Tropical

 

2o

Sol Meliá

7o

Transamerica Flats

 

3o

Blue Tree

8o

Nacional Inn

 

4o

Atlantica

9o

Bristol Hotéis & Resorts

 

5o

Othon

10o

Golden Tulip Chambertin

Percebe-se pelos números atuais que existe considerável concentração no mercado hoteleiro, visto que em um universo de 107 redes, as 10 maiores são responsáveis por 48,49% dos empreendimentos, enquanto as 97 redes restantes dividem 51,51% do mercado.

Analisando-se de forma semelhante os números para 2005, confirma-se a tendência de concentração no mercado, e confirma-se  mudanças no ranking das 10 principais redes. Algumas das atuais perdem suas posições, e outras passam a surgir em destaque. “Nas projeções futuras, o CD trás diversas análises, com números , tabelas, etc “, diz Lílian Goldner lembrando que no estudo  são encontradas estatísticas das redes nacionais, internacionais, mapeamento por estado; análise sobre as marcas de cada cadeia hoteleira, fichas técnicas dos empreendimentos atuais e futuros, histórico da hotelaria, notícias etc.

Crescimento das Redes 

  Projeção sobre o percentual de crescimento até 2005 das 10 maiores redes brasileiras.

** Nem todas as redes não revelaram todos os empreendimentos futuros, o que pode alterar bastante os números da tabela, no caso das mesmas anunciarem novos lançamentos.

 

Rede

Crescimento (N. Aptos)

1

Blue Tree

10,46%

2

Othon

3,16%

3

Tropical

25,80%

4

Transamerica Flats

16,36%

5

Nacional Inn

9,88%

6

Bristol Hotéis & Resorts

20,73%

7

Bourbon

16,35%

8

Windsor

59,22%

9

Deville

14,86%

10

Rede Bristol

35,90%

Quanto aos estados brasileiros, poderíamos informar que:

- Em termos percentuais,

Média de Crescimento nos estados
- Pernambuco e Ceará, na faixa entre 10 e 20%.
- Santa Catarina, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, na faixa entre 20 e 30%.
- Minas Gerais, Pará e Paraná, entre 30 e 40%
- São Paulo, Espírito Santo e Bahia terão crescimento da faixa entre 40 e 50%.
- Mato Grosso, entre 50 e 60%
- Piauí, entre 60 e 70%.
- Maranhão, entre 70 e 80%
- Mato Grosso do Sul, entre 80 e 90%
- o Amazonas é o estado que mais crescerá em termos de empreendimentos de redes hoteleiras: passará de 994 para 2008 apartamentos, um crescimento de 102%

- Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte não têm previsão de lançamentos de redes até 2005
- Sergipe e Tocantins receberão os primeiros hotéis de redes até 2005.

Conclusões Volume II

Introdução


A edição 2004 do Raio-X da Hotelaria Brasileira traz 144 redes hoteleiras nacionais e internacionais, que são objeto de investigação e análise do estudo elaborado pela Jornalista Eny Amazonas e pela Engenheira Lilian Goldner. Diferentes motivos (1) levaram as autoras a não considerarem 10 das Redes mencionadas no mapa geral. E assim, efetivamente serão consideradas 134 redes hoteleiras, que foram distintamente separadas em três categorias:

I - Redes Hoteleiras

II- Hostels (Albergues)

III- Coleções de Hotéis

As estatísticas principais referem-se ao estudo das Redes Hoteleiras, que traz a seqüência do estudo iniciado em 2003. Neste objetivo, serão consideradas um total de 129 redes em atividade no Brasil. As autoras incluíram também outros tipos de redes, como a de Hostels (albergues), que considera 2 redes, e Coleções de Hotéis, que considera 3 redes.

Tomando-se por base o estudo de 2003, verifica-se que houve um acréscimo de 20% no universo das redes hoteleiras consideradas nas estatísticas, que passou de 107 para 129 redes.

(1) Redes que deixaram de existir, ou que não tiveram suas informações confirmadas.

I- REDES HOTELEIRAS

1- Resumo Geral - Números Atuais e Projeções Futuras


Considerando-se um universo de 129 redes nacionais e internacionais de hotéis e flats existentes no Brasil, as quais foram objeto deste estudo, conclui-se que as mesmas totalizam 104.312 apartamentos. Os hotéis respondem por um número de 79.242 apartamentos e os flats respondem por 25.070 apartamentos. Essas redes hoteleiras oferecem para o mercado uma oferta de 798 empreendimentos em operação, sendo que 525 são hotéis e 273 são flats.

Números Atuais

Empreendimentos em Operação (Abril/2004)*

Número de Apartamentos
Total de Apartamentos:

104.312

Hotéis:

79.242

Flats:

25.070

 

Número de Empreendimentos
Total de Empreendimentos:

798

Hotéis:

525

Flats:

273

Projeções Futuras **

No ano de 2007, de acordo com as informações apuradas, as 129 redes terão 966 empreendimentos em operação, sendo 642 hotéis e 324 flats. Na soma final o número total de apartamentos em 2007 será 131.516, sendo 99.077 originados dos hotéis e 32.439 dos flats.

Projeção de Empreendimentos até o final de 2007**

Número de Apartamentos

Total de Apartamentos:

131.516

Hotéis:

99.077

Flats:

32.439

 

Número de Empreendimentos

Total de Empreendimentos:

966

Hotéis:

642

Flats:

324

* Estatísticas realizadas a partir de dados fornecidos pelas redes hoteleiras. As tabelas que geraram estes resultados encontram-se na seção "Estatísticas".

** Algumas redes optaram por não disponibilizar informações sobre os seus planos de futuros investimentos, e portanto, a qualquer momento novos empreendimentos poderão ser anunciados ao mercado e alterar as projeções deste estudo.

A diferença no número total de empreendimentos (hotéis/flats) de 2004 para 2007 é de 168 novos empreendimentos, o que representa um crescimento da ordem de 21,05%. Com relação ao número de hotéis temos previsto um acréscimo de 117 novos empreendimentos, equivalendo a um crescimento da ordem de 22,29%. Os flats apresentam uma diferença menos expressiva: haverá uma oferta de 51 novos flats, correspondendo a um crescimento da ordem de 18,68%.

Os futuros lançamentos

O estudo aponta para um considerável número de lançamentos de novos empreendimentos para o segundo semestre de 2004 até 2007, o que parece contraditório, se tomarmos por base que, com exceção do Rio de Janeiro, a grande maioria das capitais estão apresentando médias de ocupação extremamente baixas. Isto vem ocorrendo porque houve e continua havendo um excesso de oferta de novos empreendimentos, enquanto a demanda ainda permanece a mesma.

Parte dos futuros lançamentos anunciados está associada ao nicho da hotelaria econômica e supereconômica. Isso se explica pelo fato do perfil do hóspede brasileiro, que historicamente tem optado em grande porcentagem pela hospedagem na casa de parentes, estar mudando. Aos poucos eles estão migrando para esse novo nicho da hotelaria, que é mais compatível com a realidade brasileira. E pensando neste filão, que inclui também o viajante de negócios, redes como Accor, com a bandeira Formule 1, Atlantica Hotels, com a bandeira Go Inn, e Hotelaria Brasil, com a bandeira Superhotel, estão lançando marcas econômicas e supereconômicas.

- Ranking das Redes


As 10 Maiores Redes em Operação (Abril/2004)*

 

 

Accor

6º

InterContinental Hotels Group

Sol Meliá

7º

Nacional Inn

3º

Atlantica

8º

Transamerica Flats

4º

Blue Tree

9º

Golden Tulip Chambertin

5º

Othon

10º

Tropical

 

 

As 10 maiores são responsáveis por 47,79% dos empreendimentos, enquanto as 119 redes restantes dividem 52,21% do mercado, indicando considerável concentração neste mercado.

Projeção das 10 Maiores Redes (Em 2007)**

Accor

6º

Othon

Atlantica

7º

Nacional Inn

3º

Sol Meliá

8º

Tropical

4º

Blue Tree

9º

Windsor

5º

InterContinental Hotels Group

10º

Bristol Hotéis & Resorts

Analisando-se de forma semelhante os números para 2007, confirma-se a tendência de concentração no mercado nos próximos anos. As 10 maiores redes passam a representar 49,45%, enquanto as outras 119 dividem 50,55% do mercado restante.

Seguem abaixo, para comparação, as tabelas com os rankings obtidos na primeira edição do estudo, em 2003:

As 10 Maiores Redes em Operação (Março/2003)
(Dados Raio-X da Hotelaria Brasileira - Volume I)

Accor

6º

Tropical

Sol Meliá

7º

Transamerica Flats

3º

Blue Tree

8º

Nacional Inn

4º

Atlantica

9º

Bristol Hotéis & Resorts

5º

Othon

10º

Golden Tulip Chambertin

Projeção das 10 Maiores Redes (Em 2005)
(Dados Raio-X da Hotelaria Brasileira - Volume I)

Accor

6º

Posadas

Atlantica

7º

Tropical

3º

Sol Meliá

8º

Othon

4º

Blue Tree

9º

Transamerica Flats

5º

InterContinental Hotels Group

10º

Bristol Hotéis & Resorts

3- A maior rede hoteleira: Accor Hotels



Detentor de 16,99% do total das unidades habitacionais disponibilizadas neste estudo, bem como do maior número de hotéis e flats contabilizados, que corresponde a 122 empreendimentos e 17.725 apartamentos, o grupo francês Accor Hotels é novamente o primeiro colocado e líder absoluto no Brasil no ranking das redes hoteleiras, apresentando larga margem de vantagem com relação às demais redes. Sua participação no total de empreendimentos é um pouco superior à 2ª, 3ª e 4ª colocadas somadas.

 

Posição em Abril/2004*:
- 1º lugar: Accor - 16,99%
- 2º, 3º e 4º lugares: Sol Meliá, Atlantica e Blue Tree - 16,96%

Para o futuro, a tendência do grupo Accor é ampliar esta diferença e afastar-se mais ainda das demais redes em sua posição de liderança, considerando-se que o grupo também mantém -se líder no número de novos lançamentos previstos até o final de 2007.

Projeção para o Final/2007**:
- 1º lugar: Accor - 19,74%
- 2º, 3º e 4º lugares: Atlantica, Sol Meliá e Blue Tree - 17,31%

Também neste cenário futuro, o Grupo Accor lidera isoladamente, com um percentual de participação de 19,74% em relação ao total de empreendimentos do setor. Comparando-se à contabilidade final dos percentuais das 2ª, 3ª e 4ª colocadas, passaria a ter uma margem de 2,43%.

4- Redes Nacionais x Redes Internacionais


 

Empreendimentos em Operação (Abril/2004)*

Atualmente, dos 104.312 apartamentos em operação, 57.983 pertencem a redes nacionais e 46.329 pertencem a redes internacionais, o que representa em termos percentuais, 55,59% do mercado para as redes nacionais e 44,41% para as redes internacionais.

Tipo

Número de Apartamentos

Percentual

Redes Nacionais

57.983

55,59 %

Redes Internacionais

46.329

44,41 %

Total

104.312

100,00 %

Projeção de Empreendimentos até o final de 2007**

Fazendo-se a projeção para 2007, teremos 131.516 apartamentos, sendo que 65.711 serão pertencentes às redes nacionais e 65.805 às redes internacionais, o que representa, em termos percentuais, 49,96% do mercado para as redes nacionais e 50,04% para as redes internacionais.

Tipo

Número de Apartamentos

Percentual

Redes Nacionais

65.711

49,96 %

Redes Internacionais

65.805

50,04 %

Total

131.516

100,00 %


A inversão da liderança por parte das redes internacionais pode ser percebida nitidamente pelos percentuais de crescimento projetado o período 2004-2007, conforme tabelas acima: 13,33% para as redes nacionais e 42,04% para as redes internacionais.

Número de novos Empreendimentos até o final de 2007*

Pode-se observar pelo número de lançamentos previstos que, até 2007, 65,48% dos novos empreendimentos a serem implantados no Brasil serão provenientes das redes internacionais, enquanto 34,52% serão provenientes das redes nacionais.

Tipo

Número de Empreendimentos

Percentual

Redes Nacionais

58

34,52 %

Redes Internacionais

110

65,48 %

Total

168

100,00 %

Neste estudo, já detectamos a entrada no país de novos grupos, principalmente de origem ibérica, como a espanhola Iberostar e as portuguesas Reta Atlântico, Oásis Atlântico e Dorisol, que estão anunciando investimentos vultosos. Neste estudo, entretanto, não tivemos acesso a dados precisos sobre o volume de tais investimentos.

5- Ranking das Redes Hoteleiras Nacionais em Operação


De acordo com o estudo, as 10 maiores redes hoteleiras nacionais em operação são:

 

Blue Tree

6º

Bristol Hotéis & Resorts

Othon

7º

Bourbon

3º

Nacional Inn

8º

Windsor

4º

Transamerica Flats

9º

Estanplaza

5º

Tropical

10º

Bristol Hotels

Comparando-se ao estudo de 2003, conclui-se que as classificações deste grupo se mantiveram praticamente estáveis, havendo apenas a troca de posições entre algumas redes. A novidade é a inclusão da Rede Estanplaza.

A tabela relativa à classificação obtida em 2003 segue abaixo para comparação das posições entre as redes nacionais:

As 10 Maiores Redes Nacionais em Operação (Março/2003)
(Dados Raio-X da Hotelaria Brasileira - Volume I)

 

Blue Tree

6º

Bristol Hotéis & Resorts

Othon

7º

Bourbon

3º

Tropical

8º

Windsor

4º

Transamerica Flats

9º

Deville

5º

Nacional Inn

10º

Rede Bristol

6- Ranking das Redes Hoteleiras Internacionais em Operação


De acordo com o estudo, as 10 maiores redes hoteleiras internacionais em operação são:

Accor

6º

Posadas

Sol Meliá

7º

Hilton

3º

Atlantica

8º

Marriott

4º

InterContinental Hotels Group

9º

Pestana

5º

Golden Tulip Chambertin

10º

Starwood

Entre as redes internacionais, também não foram registradas grandes mudanças em relação a 2003. As 9 primeiras posições mantiveram-se estáveis, e houve algumas trocas de posições entre as redes. Na 10ª posição, nota-se a inclusão da Starwood.

A tabela relativa à classificação obtida em 2003 segue abaixo para comparação das posições entre as redes internacionais:

As 10 Maiores Redes Internacionais em Operação (Março/2003)
(Dados Raio-X da Hotelaria Brasileira - Volume I)

 

Accor

6º

Hilton

Sol Meliá

7º

Marriott

3º

Atlantica

8º

Posadas

4º

Golden Tulip Chambertin

9º

Pestana

5º

InterContinental Hotels Group

10º

Club Med

7- Classificação dos Empreendimentos por Categoria


Os empreendimentos pertencentes a redes hoteleiras foram classificados em categorias, conforme as faixas de preços relativos às tarifas balcão dos apartamentos tipo standard, como segue:

Categoria dos Hotéis por Referencial de Preço
A - Acima de R$ 300,00 D - Entre R$ 100,00 e R$ 149,99
B - Entre R$ 200,00 e R$ 300,00 E - Entre R$ 50,00 e R$ 99,99
C - Entre R$ 150,00 e R$ 199,99 F - Abaixo de R$ 50,00

 


Neste objetivo, os resultados foram compilados e resultaram em algumas tabelas, que podem ser encontradas na íntegra, na seção " Redes por Categoria ".

 

Número de Apartamentos por Estado

Obs.: As tabelas completas com o número de empreendimentos de cada categoria em todos os estados brasileiros que possuem empreendimentos de redes hoteleiras, encontram-se na seção " Redes por Categoria ".

  • Percebe-se a nítida predominância do estado de São Paulo no resultados nacional: 41,11% do total de apartamentos e 37,97% do total de empreendimentos.

Para se ter idéia da absoluta liderança do mercado paulista, basta observarmos que o segundo colocado no ranking, o Estado do Rio de Janeiro, detém 10,02% do total de apartamentos e 9,40% do total de empreendimentos; e o estado terceiro colocado, o Estado do Paraná, concentra 6,71% do total de apartamentos e 8,52% do total de empreendimentos.

  • Observa-se que a maior parte dos empreendimentos de redes concentra-se nos estados do Sul e Sudeste brasileiros: apenas os 4 primeiros colocados desta classificação: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul detêm juntos o equivalente a 63,53% do total de apartamentos provenientes de redes hoteleiras no Brasil.

Número de Apartamentos por Categoria por Estado Brasileiro

Foram elaboradas 6 tabelas distintas, mapeando-se os empreendimentos de redes hoteleiras, e organizando a sua distribuição em todos os estados brasileiros. Assim, para cada classificação, de "A" a "F", pode-se observar os percentuais de empreendimentos.

Compilando-se os números finais das tabelas relativas a cada categoria, chegamos ao respectivo percentual em relação ao total de empreendimentos em operação no país:

Total de Empreendimentos em operação no Brasil
Categoria N. Apartamentos %
A 23.661 22,68%
B 17.372 16,65%
C 21.073 20,20%
D 25.991 24,92%
E 15.911 15,25%
F 304 0,29%
TOTAL 104.312 100,00%

Obs.: As tabelas completas com o número de empreendimentos de cada categoria em todos os estados brasileiros que possuem empreendimentos de redes hoteleiras, encontram-se na seção " Redes por Categoria ".

Seguem alguns comentários sobre os resultados obtidos:

  • Categoria "A" - Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Ceará são os que mais possuem hotéis nesta categoria.

    A presença dos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará pode ser explicada pela grande concentração de resorts no litoral nordeste brasileiro.

    A região Sudeste, com ênfase nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, responde pela maior parte da oferta hoteleira na categoria luxo, sendo a maioria dos empreendimentos mais recentes ligados às redes hoteleiras

  • Categoria "B" - Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul são os que mais possuem hotéis nesta categoria.
  • Categoria "C" - Os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro são os que mais possuem hotéis nesta categoria.
  • Categoria "D" - Os estados de São Paulo, Paraná, Minas Geais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, são os que mais possuem hotéis nesta categoria.
  • Categoria "E" - Os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais são os que mais possuem hotéis nesta categoria.
  • Categoria "F" - Representam apenas 0,29% do total de empreendimentos pertencentes a redes. Os estados com empreendimentos nesta categoria são: Acre, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Piauí. Diferentemente das outras faixas, São Paulo não possui empreendimentos com esta categoria.

Outras Conclusões:

- São Paulo concentra o maior número de empreendimentos em todas as categorias, com exceção da categoria "F".

- O Rio de Janeiro concentra sua oferta de empreendimentos de redes hoteleiras principalmente nas categorias "A" e "B".

- Pernambuco, apesar de possuir alto percentual de hotéis com categoria "A", possui poucos hotéis na categoria "B".

- O Rio Grande do Sul concentra sua oferta de empreendimentos de redes hoteleiras principalmente nas categorias "C" e "E".

Gráfico de Distribuição dos Empreendimentos por Categoria

No gráfico abaixo pode-se observar a distribuição dos empreendimentos de redes hoteleiras no Brasil, quando separados por categorias:

Distribuição dos Empreendimentos por Categoria
Geral - Brasil

II- HOSTELS (ALBERGUES)

Esta nova seção foi introduzida no estudo, para ilustrar as redes de hospedagem do tipo Hostel (Albergues). Como elas são contabilizadas em número de leitos, e não em número de apartamentos, não puderam ser incluídas nas estatísticas das redes hoteleiras (tradicional) e flats.

A rede HI Hostel, associada à FBAJ - Federação Brasileira de Albergues da Juventude, é líder absoluta neste segmento com 4.819 leitos, seguida pela rede Ace Hostels, com 123 leitos.

III- COLEÇÕES DE HOTÉIS

Esta nova seção foi introduzida no estudo, para ilustrar as redes do tipo Coleções de Hotéis, para indicar os hotéis que possuem diferenciais e serviços exclusivos em suas propostas de hospedagem. Seja no item conforto e serviços exclusivos de alto padrão (The Leading Hotels of the World e Summit Hotels & Resorts), seja no compromisso com o uso racional dos recursos naturais e o desenvolvimento do turismo sustentável (Roteiros de Charme).

A rede Summit é a líder em número de apartamentos, com 47,75% do total de apartamentos considerados nesta seção. Já os Roteiros de Charme possuem o maior número de hotéis associados, com 40 empreendimentos disponibilizados.

Conclusões Volume III

Introdução

O volume 3 do Estudo Raio-X da Hotelaria Brasileira, desvenda números das Redes Hoteleiras presentes no país, sejam de origem nacional ou internacional, a partir de pesquisas implementadas em três formas distintas de apuração: consultas aos sites das Redes e envio de Formulários, que após o primeiro retorno, passaram por avaliação crítica das autoras, que partiram em busca da confirmação de cada detalhe, através de correspondências trocadas com o representante de cada rede analisada, até o fechamento desta edição, evitando-se que qualquer tipo de atualização passasse despercebida.

Ao longo de aproximadamente 1.000 páginas e cerca de 4.000 fotos de empreendimentos em operação, apresenta-se uma radiografia atualizada do real potencial de cada rede. Ao todo foram analisadas 169 redes, apresentando o seguinte universo:

- 128 Redes em Operação (com suas respectivas fichas técnicas completas)
- 15 Redes em Implantação (com informações reais e expectativas, sobre seus planos e projetos para o país).
- 26 Outras Redes, sejam em operação que optaram por não participar do estudo ou redes que já não estão mais operando nesta condição no mercado.

Este estudo revela em detalhes cada uma das redes avaliadas, apresentando fichas técnicas completas dos empreendimentos em operação, marcas e bandeiras, futuros empreendimentos com previsão de inauguração até 2009, a retrospectiva histórica da rede, sua posição no país, planos de expansão e dados de gestão. Todas as estatísticas e projeções deste estudo são feitas considerando-se somente as Redes em Operação, mas o leitor poderá ter acesso a informações sobre as redes em implantação e outras existentes ou extintas, que não focam o objetivo principal da análise, mas apresentam reflexos nas conclusões deste estudo.

De acordo com a metodologia adotada, as redes hoteleiras foram distintamente separadas em duas categorias:

I – Redes Hoteleiras Nacionais

II- Redes Hoteleiras Internacionais

E subdivididas, por meio de hospedagem, em quatro segmentos:

– Hotéis

– Flats + Condo-Hotéis

– Resorts

– Pousadas

As Redes Hoteleiras

Fica patente, observadas as estatísticas, que a participação de uma operadora hoteleira que imprima qualidade, imagem e reconhecimento de sua marca é de imprescindível relevância para a comercialização dos empreendimentos, no caso de flats ou condo-hotéis, ou para atrair maior número de hóspedes neste e demais nichos. Há de se enfatizar que o papel da operadora/administradora adquire crescente importância no sucesso dos estabelecimentos que possuam perfil hoteleiro, podendo conferir maior grau de satisfação à clientela a ser demandada e, principalmente, aos próprios proprietários. Dessa forma, torna-se importante, com o aumento da competitividade, que se faça o gerenciamento de uma operadora eficaz, moderna e flexível.

A operação eficiente e eficaz deverá considerar alguns pressupostos básicos, tais como: avaliação do desempenho operacional; otimização dos custos fixos e variáveis; qualidade das instalações; conforto; funcionalidade; otimização do uso da tecnologia; qualidade dos serviços prestados; garantia de rentabilidade; conhecimento do mercado-alvo; acompanhamento de tendências; possibilidade de oferecer diárias inferiores às da concorrência; elevado padrão de atendimento; treinamento da mão-de-obra; políticas de marketing voltadas para a conquista de hóspedes; serviços de alto valor agregado, como sistema de reserva de passagens aéreas na recepção; cartão de afinidade; manutenção de elevadas taxas de ocupação; agilidade na captação e políticas de retenção e fidelização de hóspedes atuais.

Resumo Geral - Números Atualizados da 3ª edição - 2006:

O cenário apresentado neste capítulo traz um universo de 124 redes nacionais e internacionais em operação no Brasil, e apresenta 894 empreendimentos (entre Hotéis, Flats + Condo-Hotéis, Resorts e Pousadas), com uma oferta de 116.827 apartamentos.

Nota da Redação: Apesar da presente edição do estudo apresentar 128 redes em operação, vale esclarecer que, para efeito das estatísticas, algumas delas serão retiradas do ranking.

Com relação às Estatísticas em Operação, serão consideradas apenas 124 Redes. Isto porque as redes De Rose e Ritter Hotéis estão incluídas na Rede Versare; a Rede Plaza Hotéis, Resorts e Spas e Hotéis Othon, por serem parceiras comerciais, foram contabilizadas juntas, e finalmente a Rede Reta Atlântico, pelo fato de ainda não disponibilizar nenhum empreendimento em operação, também ficou de fora.

Com relação às Estatísticas projetadas para 2009, serão analisadas 125 redes, considerando-se que a Reta Atlântico já estará em operação. Projetando-se a partir da realidade do momento, novamente as redes De Rose, Ritter, e Plaza, não participam do ranking 2009, lembrando-se, entretanto que a qualquer momento tais acordos entre as redes parceiras podem ser alterados.

Números Atualizados da 3ª edição - (Nov./2006)1

Tipo

Nº de Apartamentos

 

Tipo

Nº de Empreendimentos

Hotéis

76.247

 

Hotéis

538

Flats + Condo-Hotéis

30.928

 

Flats + Condo-Hotéis

290

Resorts

8.986

 

Resorts

43

Pousadas

666

 

Pousadas

23

 

116.827

 

 

894

Apresentando-se os números acima expressos em gráficos, teremos os quadros que seguem:


Nestes três anos de acompanhamento do mercado, desde abril de 2003, testemunhamos o cenário da atividade hoteleira nacional passar por diversas transformações. Ao compararmos os principais números das três edições, podemos observar que de 2003 a 2006 houve um acréscimo de 31%, representando uma oferta de 27.928 novos apartamentos.

Ano

Nº de Redes

Nº de Aptos.

2003

107

88.899

2004

129

104.312

2006

124

116.827

O número de bandeiras (marcas) das redes hoteleiras, que a partir da edição de 2004 começou a ser mapeado, apresentou expressivo acréscimo: das 51 bandeiras pertencentes às redes hoteleiras nacionais e internacionais relacionadas em 2004, revela-se um incremento de 78%, com 91 bandeiras tendo sido consideradas em 2006.

Redes Nacionais e Internacionais

Considerou-se no estudo um universo de 99 redes nacionais e 25 redes internacionais em operação. Analisando-se em termos percentuais, observa-se no gráfico abaixo que as redes hoteleiras nacionais ainda constituem a maior parte da oferta disponibilizada, representando 80% do mercado das redes em operação no país, apesar da franca e contínua expansão das redes internacionais.

Entretanto, ao compararmos o número de redes nacionais e internacionais, e os seus respectivos percentuais referentes ao total de Empreendimentos e Número de Apartamentos, observa-se nitidamente que as redes internacionais, apesar de apresentarem-se em menor proporção, possuem um número mais expressivo de empreendimentos e apartamentos por rede, quando comparadas às redes nacionais.

Tipo de Rede

Número

Nº de Apartamentos

Nº de Empreendimentos

Nacionais

99

65.597

585

Internacionais

25

51.230

309

 

124

116.827

894

Na tabela acima podemos verificar que, enquanto as operadoras internacionais representam 20% do total de redes, o percentual relativo ao número de apartamentos é de 44% e o de empreendimentos é de 35%.

Em outra análise, em relação ao número de apartamentos por empreendimento, confirma-se a vantagem das redes internacionais. Com 51.230 apartamentos distribuídos em 309 empreendimentos, as redes internacionais possuem um índice aproximado de 166 apartamentos por empreendimento. Enquanto nas redes nacionais, este índice é de aproximadamente 112 apartamentos por empreendimento.

Se analisarmos, por outro lado, somente as 10 primeiras redes hoteleiras devidamente segmentadas em Nacionais e Internacionais, conforme apresentado nas tabelas disponíveis na seção “Rankings das Redes”, podemos concluir que o mercado em oferta de apartamentos é altamente competitivo. As maiores redes internacionais possuem um índice aproximado de 156 apartamentos por empreendimento, enquanto as maiores redes nacionais atingem um índice de 148.

As 10 maiores Redes Hoteleiras em Operação (Nov. /2006)1

Tradicionalmente o estudo apresenta dois rankings gerais: por Número de Apartamentos e por Número de Empreendimentos. Mas nesta edição, como se observará neste capítulo, também será apresentada uma tabela com o Número Total de Apartamentos por Empreendimento, ou seja, ignorando-se o número do pool de hospedagem (*).

Cabe enfatizar, entretanto, que esta tabela servirá apenas de referencial para o mercado, para mostrar que o pool de hospedagem, diante de suas flutuações e variáveis, pode ser alterado a qualquer momento, e seu potencial de oferta para hospedagem pode chegar até o número total de apartamentos do empreendimento (caso todas as Uhs existentes entrem para o pool).

Fica patente, entretanto, que para efeito de análise e contabilidade real do setor, os critérios deste estudo consideram como indicador oficial, os resultados obtidos a partir dos apartamentos que se encontravam “no pool de hospedagem” de cada empreendimento no momento final do fechamento das pesquisas (cujos dados foram atualizados até 10/11/2006).

* Pool de locação ou pool de hospedagem é a denominação usual dos sistemas associativos de locações, que permite à administradora do flat reunir e controlar o conjunto de apartamentos disponíveis para estada temporária.


1º) RANKING POR NÚMERO DE APARTAMENTOS NO POOL DE HOSPEDAGEM:

 

Rede

Apartamentos

Accor Hotels

19.308

Atlantica Hotels International

7.716

Blue Tree Hotels

6.073

Sol Meliá Hotels & Resorts

4.511

Hotéis Othon

4.400

InterContinental Hotels Group

2.930

Rede Nacional Inn/Shelton Inn

2.647

Bristol Hotéis & Resorts

2.428

Transamerica Flats

1.965

10º

Rede Versare

1.958

 

 

53.936

 

Nota de Esclarecimento: Em todas as análises projetadas neste estudo, seja por Número de Apartamentos “com pool”, "sem pool”, ou por Número de Empreendimentos, todos os hotéis da Rede Plaza de Hotéis, Resorts & Spas Brasil, em função de parceria comercial firmada, foram contabilizados apenas no ranking da Rede Othon.

Vale enfatizar que a Rede Plaza, se fosse analisada isoladamente no ranking, apenas com seus empreendimentos, alcançaria a 31ª posição em número de apartamentos (968 UHs) e 37ª em número de empreendimentos (6 empreendimentos). Projetando-se o resultado para 2009, teríamos a rede gaúcha com uma estimativa de 1.188 apartamentos, ocupando a 37ª posição no ranking de número de apartamentos, e 39ª em número de empreendimentos com estimativa de 7 empreendimentos.

Cabe esclarecer também que a Pousada da Mata (12 apartamentos), muitas vezes classificada como o sétimo empreendimento da rede, na verdade é um anexo do Plaza Caldas da Imperatriz Resort & Spa, e juntos somam um total de 161 apartamentos e 299 leitos.

Há de se ressaltar que a rede gaúcha, além de ser proprietária de empreendimentos é também operadora, sendo considerada uma das exceções do mercado neste quesito, visto que nem todas as redes podem ser analisadas em ambos os aspectos.

Na terceira edição do estudo, assim como nas duas primeiras, a Accor Hotels se mantém na primeira colocação, com larga vantagem em relação às demais redes.
Observa-se também que as 10 maiores redes são responsáveis por 53.936 apartamentos, ou seja, 46% do número de apartamentos, enquanto as 114 redes restantes dividem 54% do mercado, indicando considerável concentração. Para efeito de contabilidade, cabe enfatizar que a rede Accor representa no mercado das redes hoteleiras no Brasil cerca de 17% da oferta de apartamentos.

Em comparação com a segunda edição do Raio-X, junho de  2004, a rede francesa conquistou um acréscimo de 1.583 apartamentos. As redes Atlantica Hotels International e Blue Tree Hotels que estavam em terceiro e quarto lugares do ranking de 2004, subiram uma posição, acrescentando em sua oferta 1.614 e 838 novas unidades habitacionais, respectivamente. A Rede Sol Meliá, que detinha a segunda posição do ranking, caiu para a quarta posição, devido à redução do número de empreendimentos. Entre outros empreendimentos presentes na edição anterior, cabe ressaltar que o Gran Meliá WTC São Paulo, inaugurado em 1995, já não está mais sob a administração da Rede Espanhola.

Da quinta à sétima colocação, não houve alteração nas posições, respectivamente das redes Othon, InterContinental e Nacional Inn/ Shelton Inn. A Transamerica Flats, que no estudo de 2004 ocupou o oitavo lugar, assume hoje a nona posição.

Entre as novidades desta edição, observa-se, para surpresa do mercado, a entrada no ranking da rede gaúcha Versare, na décima posição, que no estudo anterior sequer figurava como rede constituída. O resultado, portanto, reflete a formação e expansão acelerada da rede.

2º) RANKING POR NÚMERO TOTAL DE APARTAMENTOS: (NOVA TABELA)

Após enquete realizada junto aos  representantes das redes hoteleiras, especialmente os  que trabalham com pool hoteleiro, detectou-se a necessidade de incluir um novo ranking neste terceiro volume do estudo. Estabelecido este critério, foi possível, conforme se observará a seguir, apresentar os números das redes, independentemente das flutuações habituais que ocorrem em empreendimentos que possuem “pool de hospedagem”.

Com a tabela que estabelece o Número Total de Apartamentos, procura-se dar ao estudo uma abrangência ainda maior, considerando-se que agora o mercado passa a ter acesso também ao potencial máximo de cada rede, e não apenas ao seu pool de hospedagem, que está sujeito a oscilações constantes. Mas, devemos enfatizar novamente que, para efeito de análise dos dados oficiais apurados, faremos uso das tabelas que apresentam seus resultados baseados na avaliação do Número de Apartamentos no Pool de Hospedagem.

 

Rede

Apartamentos

Accor Hotels

21.245

Atlantica Hotels International

10.265

Blue Tree Hotels

6.073

Hotéis Othon

4.677

Sol Meliá Hotels & Resorts

4.511

InterContinental Hotels Group

2.930

Transamerica Flats

2.923

Golden Tulip Chambertin

2.708

Rede Nacional Inn/Shelton Inn

2.647

10º

Bristol Hotéis & Resorts

2.519

 

 

60.498

Até o terceiro colocado não houve mudança em relação à tabela anterior (Ranking por Número de Apartamentos no Pool de Hospedagem). A partir da quarta posição, tivemos inversões entre as redes Othon e Sol Meliá, que nesta tabela assumem respectivamente a quarta e quinta posição.

As redes Transamerica Flats e Golden Tulip Chambertin assumem respectivamente a sétima e oitava posições, indicando que a consideração do número total de apartamentos melhorou relativamente o resultado para ambas, pois no ranking anterior (que considerava somente o pool de hospedagem), suas classificações foram respectivamente a nona e décima oitava posições.

3º) RANKING POR NÚMERO DE EMPREENDIMENTOS:

 

Rede

Empreendimentos

Accor

129

Atlantica Hotels International

56

Hotéis Othon

34

Blue Tree Hotels

27

Rede Versare

25

Rede Nacional Inn/Shelton Inn

21

Sol Meliá Hotels & Resorts

19

Bristol Hotéis & Resorts

18

Travel Inn Hotéis

18

10º

Transamérica Flats

17

 

 

364

 

Para a oitava e nona posições, com igual número de empreendimentos, foi adotado o desempate por número de apartamentos, ficando o oitavo lugar para a Bristol Hotéis e Resorts (PR).

Nota da Redação: Foram definidos três critérios de desempate para a ordenação das redes nos rankings.
Nos Rankings por Número de Apartamentos, quando duas redes apresentam o mesmo número, quem assume a posição mais privilegiada é aquela que apresenta maior número de Empreendimentos.
Nos Rankings por Número de Empreendimentos, quando duas redes apresentam o mesmo número, quem assume a posição mais privilegiada é aquela que apresenta maior número de Apartamentos.
E finalmente, em casos de redes que apresentam o mesmo número de apartamentos e empreendimentos, o critério adotado para o desempate é a data de início de atividades da rede, prevalecendo a mais antiga para assumir posição superior no ranking.

As 10 maiores redes em operação no país, hoje, são responsáveis  por 41% do total de empreendimentos, enquanto as 114 redes restantes dividem 59% do mercado, indicando conforme já ressaltado, considerável concentração no setor.  

Classificação dos Empreendimentos por Categoria

As autoras do estudo utilizam um conceito universal para a classificação dos empreendimentos nas categorias: Luxo, Upscale, Midscale, Econômico e Supereconômico, lembrando que o sistema oficial de avaliação no país é o de estrelas, gerenciado com responsabilidade compartilhada entre o Ministério do Turismo e a ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), conforme detalhado na seção “Classificação e Tipologia”.

As tabelas a seguir mostram a distribuições das classificações em cada uma das regiões brasileiras:

Gráfico 1 - Distribuição da Classificação Luxo por Região Brasileira

No segmento Luxo a superioridade das regiões Sudeste e Nordeste fica evidente. Juntas as duas administram 79% de toda a oferta entre as redes hoteleiras no Brasil.

A região Sudeste concentra praticamente metade (48%) dos empreendimentos de luxo no país. O atual momento econômico dos Hotéis da Região Sudeste, somado a outros fatores, transformou seu parque hoteleiro, especialmente o de luxo, numa excelente alternativa para o turismo de negócios, e a parceria entre turismo de eventos e meios de hospedagem encontra-se consolidada especialmente em São Paulo.

Em seguida vem a região Nordeste, com uma participação de 31%, que tem sido alvo de grande número de novos projetos de origem nacional e internacional, especialmente hotéis upscale, mega resorts e hotéis de luxo.    

Gráfico 2 - Distribuição da Classificação Upscale por Região Brasileira

A Região Sudeste representa 49% da oferta de hospedagem na classificação Upscale, seguida pela região Sul com 23% e pela região Nordeste com 21%. Esta classificação foi a que demonstrou a maior diversificação regional, como poderá ser observado nos demais gráficos.


Gráfico 3 - Distribuição da Classificação Midscale por Região Brasileira

Mais uma vez acontece a predominância do Sudeste, que juntamente com a região Sul, concentra 80% dos empreendimentos nesta categoria.

Gráfico 4 - Distribuição da Classificação Econômico por Região Brasileira

A região Sudeste mantém soberania também na oferta de empreendimentos econômicos, concentrando 54% dos apartamentos neste nicho.

Gráfico 5 - Distribuição da Classificação Supereconômico por Região Brasileira

Na classificação Supereconômico, somente duas regiões, Sul e Sudeste, possuem representatividade. A região Sudeste, com 75% concentra a maior parte dos empreendimentos supereconômicos do país localizados na cidade de São Paulo, e a região Sul responde pelos 25% restantes.

 

Observação: Na seção de “Estatísticas” deste estudo estão disponíveis as tabelas completas com as classificações discriminadas por ESTADO e por REDE. A consulta a estas tabelas permitirá o amplo conhecimento das características específicas de cada Estado, e também do perfil de cada rede, e as respectivas  classificações de seus empreendimentos.

Destaque - Região Nordeste

A região é considerada uma das mais povoadas do Brasil. O padrão de vida exerce um contraste na região, onde se observa o poder aquisitivo de uma minoria que pode usufruir os mesmos requintes vistos nos centros mais ricos do Brasil, e por outro lado encontra-se a maioria da população, que sobrevive com extrema dificuldade financeira, comparando-se aos padrões de países extremamente pobres. Então, todo o desenvolvimento e expansão que se propaga na mídia em termos de região Nordeste, encontram nos extremos o grande paradoxo. Cabe salientar, entretanto, que é reconhecido o valor agregado à comunidade local, pelas redes que estão chegando a destinos antes inexplorados, trazendo consigo todo um potencial para o desenvolvimento da infra-estrutura local e geração de postos de trabalhos, além de provocar a necessidade de qualificação de mão de obra especializada. Ou seja, muitas destas redes investem no potencial da população, criando oportunidades de emprego, de aprendizado, reciclagem e especialização nos quesitos necessários à fomentação da Indústria da Hospitalidade.

No segmento turístico, especificamente, a região promete em poucos anos ser o grande pólo dos Mega Hotéis. Já em pauta apresentam-se investimentos oriundos, principalmente, de Portugal e Espanha, nos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas na ordem de 1,3 bilhão de reais nos próximos cinco anos.
Enquanto os estados vizinhos vão crescendo, o litoral baiano continua também a festejar, pois não pára de ganhar novos complexos turísticos. A maior parte dos empreendimentos que estão sendo concebidos buscam hóspedes de alto poder aquisitivo, oferecendo em troca campos de golfe de padrão internacional, estrutura para pesca e esporte náuticos, spas bem equipados, bons restaurantes, acomodações confortáveis e serviço de qualidade. 

Com 2 quilômetros de praia, na Bahia o maior projeto do momento é o Iberostar Praia do Forte, segunda investida do grupo espanhol Iberostar no Brasil, considerando que já opera o Grand Amazon Iberostar. Mas as intenções do grupo no país não param por aí: mais quatro hotéis estão sendo construídos pelo grupo conduzido por Miguel Fluxá. A exemplo de outros grupos internacionais, o projeto hoteleiro Iberostar, que ainda ganhará novas etapas, vem acompanhado de um condomínio de 208 casas com infra-estrutura e serviços de hotelaria e um campo de golfe com 27 buracos. A mesma técnica é utilizada pelo grupo português Reta Atlântico, na Costa dos Coqueiros, onde se erguerá o Projeto Reserva Imbassaí com 3 hotéis e, mais de 180 casas. Vale enfatizar que o primeiro dos hotéis, um resort, será administrado, ao que tudo indica, pela rede Jamaicana Superclubs, provavelmente com a bandeira Starfish. Esse fenômeno de prospecção hoteleira e imobiliária já está sendo chamado de Segunda Residência.

Ou seja, geralmente as casas dos condomínios são vendidas para turistas estrangeiros, especialmente portugueses e espanhóis, que as utilizam para veraneio, e também as disponibilizam para pool de hospedagem quando ociosas. A segunda residência não é uma realidade somente brasileira, ela tem abrangência mundial. Atualmente existem investimentos neste segmento imobiliário turístico na Espanha, em Portugal, em Marrocos, na Croácia, no Sul da Itália e Grécia.

O empresário Diogo Vaz Guedes, presidente do grupo português Somague e família está no comando de um dos empreendimentos mais aguardados. Seus esforços têm sido empreendidos no desenvolvimento de empreendimento turístico e residencial em Itacaré, na Costa do Cacau, no Estado da Bahia. Trata-se do luxuoso Warapuru , um resort de 40 bangalôs de até 330 m2, com piscina privativa e mordomo exclusivo, englobando ainda um condomínio com 18 moradias. Já considerado o mais sofisticado entre os novos resorts baianos, o projeto português buscou inspiração nos paraísos turísticos da Indonésia e da Tailândia pré-tsunami. De categoria seis estrelas, um super luxo, está localizado na costa do Cacau, destino revelado para o turismo através dos resorts Itacaré Eco Resort e Txai. No auge da ocupação, o futuro empreendimento poderá hospedar até 150 pessoas, com diárias médias equivalentes a 500 dólares.  
Por outro lado, o também português Grupo Wondertur irá atrair para a região de Ilhéus um grande empreendimento hoteleiro que prevê a construção de um complexo compreendendo dois hotéis de padrão internacional, num investimento total de US$ 20 milhões. Os empreendimentos da Wondertur, que escolheu a Bahia para fazer seu primeiro investimento fora de Portugal, serão construídos a 4,5 quilômetros de Ilhéus, na estrada que liga o município a Itacaré. O Wondertur Bahia será um hotel-resort com 128 apartamentos e o Wondertur Brasil um projeto com 57 bangalôs e 64 apartamentos tipo
flat.
Depois do grande boom de investimentos injetados na Bahia para a construção de hotéis e resorts, como já foi enfatizado, os Estados vizinhos começam a se alinhar em crescente ritmo de expansão. Igualmente beneficiado, vale destacar, entre outros, que chegou a vez do Estado de Alagoas entrar na mira de grandes e pequenos investidores. Até 2009, o Estado deverá receber cerca de R$ 247,50 milhões. A maior parte dos investimentos está focada na capital Maceió, e, diferentemente do que ocorreu no estado baiano, onde prevaleceu o capital estrangeiro, em Alagoas a maioria dos recursos advém do empresariado local. A vocação da região nordestina antes totalmente voltada ao lazer, hoje ganha projeção também no turismo de eventos e negócios.

Ainda no Nordeste brasileiro, a exemplo do Ceará, o turismo é considerado um dos vetores da política de desenvolvimento, de vital importância no combate ao desemprego e no fortalecimento do índice de desenvolvimento econômico. Cabe enfatizar, que o Litoral apresenta-se como uma mercadoria extremamente valorizada em termos de comércio. Porém, devemos atentar  a um outro fator: a oferta de empreendimentos imobiliários nessas localidades acarreta também em alteração da ocupação espacial.

Vale enfatizar que a concorrência que a segunda residência representa junto às estruturas hoteleiras, poderá futuramente desequilibrar o mercado, podendo contribuir para a queda dos índices de ocupação dos hotéis. Aí fica uma pergunta no ar: devemos incentivar a Segunda Residência, ou reunir esforços para a real expansão e consolidação da Indústria Hoteleira, que depende de boas taxas de ocupação? Junto a isso, sugerimos maior intensificação no combate à ociosidade dos leitos, com apostas certeiras no turismo de negócios, ecoturismo, religiosos e outros nichos.
A região é a rota dos investimentos não só no turismo, outros setores como têxtil, fruticultura e celulose, contribuem para que o Nordeste figure entre as grandes promessas num futuro próximo.

O discurso dos investidores nos dá conta da realidade na região: dificuldades com mão-de-obra qualificada e excessiva burocracia dos governos municipais. Porém eles também enxergam, por outro lado, os inúmeros atrativos que fazem compensar os entraves enfrentados.

Classificação dos Empreendimentos por Ano de Inauguração

O levantamento das datas de lançamento dos empreendimentos das redes hoteleiras reúne no estudo condições de analisarmos o início do boom da hotelaria de Redes, que aconteceu a partir dos anos 90. O gráfico abaixo mostra que o período entre 1990 e 2006 concentra 71% dos lançamentos de empreendimentos de redes.

No estudo, exaustivos esforços nos deram conta do ano de inauguração original de cada empreendimento, bem como, na maioria das vezes, a data em que o mesmo começou a ser operado por suas respectivas e atuais bandeiras.

Com isso, preserva-se uma memória rica e o real cenário e legitimidade das datas que marcam a operação de cada empreendimento, ressaltando-se ainda aqueles que em busca de bons resultados no competitivo mercado hoteleiro, investiram em melhorias e mais recentemente no difundido conceito de “retrofit”, que surgiu no início da década de 1990, na Europa e Estados Unidos, com objetivo de valorizar velhos edifícios a fim de aumentar sua vida útil, através da incorporação de avanços tecnológicos e da utilização de materiais de última geração.

Hoje este processo tem sido considerado a forma mais prática para se reformar e revitalizar os empreendimentos, modernizando suas instalações e utilizando-se tecnologias novas para reduzir custos. Esse conceito no país ganhou força a partir do incremento de chegada das novas redes internacionais no país, que criaram um ambiente favorável a uma intensa competitividade, onde os hotéis que não se modernizam correm risco de tornarem-se obsoletos, sem a menor chance de competitividade, o que leva geralmente ao encerramento das atividades. Soluções em tecnologia e segurança estão à frente nas inovações que vêm sendo implementadas.

 

Segmentação das Redes

Uma tendência verificada na terceira edição deste estudo é a de segmentação das redes hoteleiras nacionais, que a exemplo das grandes redes internacionais já em operação no país, procuram definir claramente um novo posicionamento junto aos seus mercados de atuação.

Nas duas primeiras edições do estudo, as redes nacionais que possuíam bandeira eram basicamente as redes Blue Tree Hotels e Hotéis Othon. Na segunda edição do estudo a Hotelaria Brasil também já possuía bandeiras.

Agora, no volume 3, observa-se que as redes nacionais começam a buscar diferenciação através de marcas específicas para os diferentes perfis de mercado.

As redes nacionais que inauguraram suas novas marcas nesta terceira edição do estudo foram: Bristol Hotéis & Resorts, Deville, Estanplaza, InterCity, Luxor, Plaza Inn, Slaviero, Suarez, Thess e Travel Inn.

Obs.: Para informações específicas sobre as bandeiras das redes mencionadas acima, consultar as respectivas fichas técnicas, na seção “Redes em Operação”

Os Futuros Empreendimentos

Até o fim de 2009, 135 novos empreendimentos estarão prontos para receber seus hóspedes, representando um acréscimo de 24.178 Unidades Habitacionais.

Os empreendimentos relacionados no estudo serão originados de novas construções e também de alguns casos de ampliações ou reformas de empreendimentos já existentes. Vale enfatizar que diversas ampliações não confirmadas até o fechamento desta edição foram citadas no histórico, porém não contabilizadas nas estatísticas.

No gráfico abaixo, com os percentuais relativos aos Futuros Empreendimentos por Estado, pode-se observar que cinco estados serão responsáveis por 59% de todos os novos empreendimentos de redes hoteleiras previstos até 2009. São eles Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, empatados, respectivamente com 15% cada, seguidos por Goiás (8%) e Pernambuco (6%). Os demais estados respondem por 41%.

No gráfico com os percentuais relativos aos Futuros Empreendimentos por Região, observa-se que o Nordeste e Sudeste respondem por 72% das novas implantações previstas até 2009.

Analisando-se isoladamente as tabelas de cada Estado, localizadas na seção “Outras Estatísticas”, pode-se constatar que estados como Pará e Amazonas terão expressivos crescimentos percentuais em relação aos seus números atuais de empreendimentos de redes hoteleiras, com previsão de aumento de 108% e 83%, respectivamente, até 2009.

Em alguns estados do Nordeste também há previsão de expressivo crescimento de seu parque hoteleiro, com relação a empreendimentos de redes até 2009: Sergipe, Maranhão e Rio Grande do Norte são os que apresentam os maiores índices previstos, respectivamente 80%, 76% e 65%.

Estados como Amapá e Tocantins indicam a previsão de seus primeiros empreendimentos de redes, respectivamente o Ibis Macapá e o Novotel Palmas. E Rondônia, que já possui um empreendimento de rede, o Vila Rica Porto velho, aguarda a chegada do segundo, o Ibis Porto Velho.

O estado da Bahia também prevê crescimento significativo: já possui parque hoteleiro de redes com 8.515 apartamentos, e tem previsão de receber mais 12.247 apartamentos até 2009, com índice de crescimento previsto de 44%.

É preciso vislumbrar a competição como um aspecto positivo, pois a mesma obriga ao aprimoramento operacional em serviços e instalações. Um projeto hoteleiro que vai além das expectativas de seu tempo pode ser um indicativo de sucesso e longevidade. Sob este aspecto, é importante que entendamos o quanto foi salutar a abertura do mercado para as redes internacionais.

As redes nacionais, por sua vez, têm se mostrado cada vez mais ágeis na adaptação às novas condições competitivas do mercado, para enfrentar a concorrência direta com as redes internacionais, e também com o mercado de hotelaria independente.

Esta é a proposta do Raio-X da Hotelaria Brasileira, promover um verdadeiro censo sobre as redes hoteleiras no Brasil, além de apresentar o maior volume possível de informações sobre o setor.2

As autoras finalizam este estudo, na certeza de que apresentam ao mercado hoteleiro e ao trade turístico em geral, uma verdadeira radiografia do mercado de redes hoteleiras, que, se não responde a todas as perguntas do mercado, com certeza indica a realidade de um setor que a cada dia cresce de importância e sinaliza tendências para o mercado hoteleiro em geral. Boas pesquisas a todos!

1Estatísticas realizadas a partir de dados fornecidos pelas redes hoteleiras. As tabelas que geraram estes resultados encontram-se na seção "Estatísticas".

2Todas as conclusões deste estudo, criticamente analisadas pelas autoras, Eny Amazonas e Lilian Goldner, com colaboração do consultor Márcio Moraes , do atuário Jaime Goldner, e do engenheiro João Marcos Bojar.

Um verdadeiro Censo das Redes Hoteleiras no Brasil

A Indústria Hoteleira Brasileira começou a crescer de fato com a chegada das grandes redes hoteleiras, a partir da década de 70. Hoje esses grupos detêm uma generosa fatia do setor. Também são as redes as grandes responsáveis pelas boas perspectivas de crescimento da hotelaria no País, conforme revelam as estatísticas dos Volumes I, II e III do estudo, que desenham a evolução e influência das Redes e Administradoras no mercado. Trata-se de um verdadeiro censo com informações detalhadas sobre as redes nacionais e internacionais em atividade no Brasil e a presença delas nas Unidades da Federação e cidades brasileiras.

A Edição 4,  chega ao mercado em janeiro de 2019, confirmando a vocação do estudo como um instrumento eficaz e valioso para os que buscam o desenvolvimento sustentado do turismo no Brasil e querem  contribuir para que o País figure entre os principais destinos turísticos para estrangeiros e também para os próprios brasileiros. Seu valor é decisivo, ainda, para a instrução das definições econômicas do setor no país.